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13/06/2016 – 2ª feira

Kiyomizu-dera é o templo budista mais importante e famoso de Kyoto. Oficialmente chamado , Kiyomizu-deraOtowa-san Kiyomizu-dera, ele é parte dos Monumentos Históricos da Antiga Kyoto e patrimônio da humanidade pela Unesco.

Kiyomizu-dera foi fundado em 798. Não há um único prego usado em toda a estrutura. Seu nome vem da cachoeira que há no complexo e que flui das colinas próximas de lá. Kiyomizu significa água límpida ou água pura.

O salão principal possui uma grande varanda, apoiada por pilares altos, que se projeta sobre a encosta e oferece uma vista impressionante da cidade.

No complexo, há outros santuários e Jishu é um deles.

Uma visita ao complexo pode ser uma experiência fascinante.

Como em quase todos os templos, é importante conhecer o outro lado da história, aquele que, extra oficialmente, nos remete a lendas e superstições. Para quem acredita, talvez esse seja o motivo principal da visita.

Muitas vezes a gente só fica sabendo que pode pedir ajuda às divindades depois que passou por esses lugares. Mesmo assim, vale acreditar que pode sobrar alguma proteção para todos.

Vamos a algumas crenças:

A expressão popular “pular para fora do Kiyomizu” é o equivalente à expressão “mergulhar de cabeça”. Isso refere-se a uma tradição do período Edo que estabelecia que se alguém sobrevivesse a um pulo de 13m da varanda, seu desejo seria realizado. Foram registrados 234 pulos no período Edo e, desses, 85,4% sobreviveram. A prática é proibida atualmente.

Período Edo, também conhecido como Período Tokugawa, é uma divisão da história do Japão que vai de 1603 a 1867. Esse período marca o governo do Xogunato Tokugawa (ou Edo) que foi oficialmente estabelecido em 1603 pelo primeiro Xogun Tokugawa Ieyasu. O período terminou com a Restauração Meiji, a restauração do governo imperial pelo décimo quinto e último xogun, Tokugawa Yoshinobu. O período Edo também é conhecido por ser o começo do início do período moderno do Japão”. Wikipedia

Sob o salão principal do templo, está a cachoeira de Otowa-no-taki, onde três canais de água caem em um lago. Os visitantes podem beber a água pela saúde, longevidade e sucesso nos estudos. Acredita-se que ela tem poder de realizar desejos.

Como disse, no complexo do templo há outros santuários xintoístas, entre eles o Santuário Jishu, dedicado a Okuninush, o deus do amor e dos “bons pares”. Ele é considerado um dos lugares mais visitados depois de Mecca. O Santuário Jishu Jinja possui um par de “pedras do amor” colocadas a 6 metros de distância uma da outra, que os visitantes podem tentar andar entre elas com os olhos fechados. Alcançar a outra pedra com os olhos fechados significa encontrar o amor da sua vida ou amor verdadeiro. A pessoa pode ser ajudada na tarefa, mas isso significa que será preciso ter ajuda de alguém para o encontro acontecer.

Ainda num dos espaços do santuário encontramos a imagem da divindade Daikoku, um dos sete deuses da felicidade associado ao budismo. Dar um tapinha na sua imagem faz com que os pedidos feitos por meio de orações se tornem realidade.

De acordo com a crença popular, os caracteres chineses para Okuni também podem ser lidos como Daikoku, cimentando um sincronismo entre o Shintoismo e o Budismo. Dessa forma, de quebra, com apenas um tapinha, você consegue saúde e amor.

O complexo também oferece vários talismãs, incenso e omikuji (papéis da sorte).

Por fim, por apenas 200Y você pode escolher um Hitogata, que é uma figura estilizada num papel de seda. Nele você deve escrever seus problemas e depois colocá-lo na água, que eles vão embora. Os papéis, com certeza. Os problemas….

É só acreditar!!! Vale qualquer negócio para tentar a sorte. Pena que tudo isso só fiquei sabendo quando voltei para o Brasil. Podia, pelo menos, ter tentado passar de uma pedra para a outra. Kkkk. Nunca se sabe!

http://www.kiyomizudera.or.jp/en/

http://www.japan-guide.com/e/e3901.html

13/06/2016 – 2ª feira

Na sequência, fomos conhecer o Santuário Yasaka Jinja, também conhecido como Santuário Gion, um dos mais famosos de Kyoto. Fica entre o distrito de Gion e o distrito de Higashiyama. Fundado há mais de 1.000 anos, possui lanternas na sua fachada, que ficam iluminadas à noite. Cada uma possui a inscrição da empresa que fez doação ao santuário.

Ele é muito conhecido pelo festival Gion Matsuri, que é celebrado todo mês de julho e que atrai milhares de participantes.

http://www.japan-guide.com/e/e3903.html

 

 

13/06/2016 – 2ª feira

Depois de passar pelo Santuário Yasaka Jinja, nós fomos para rua Hanamikoji, que também fica em Gion.

Gion é o maior e mais exclusivo bairro de gueixas do Japão e lá está um dos quatro maiores Hamanashi de Kyoto. Os melhores Hanamachi de todo Japão estão localizados em Kyoto.

A palavra Hanamachi significa Cidade Das Flores, que são os distritos de Gueixas e onde estão localizados Ochaya, casas de chá onde as Gueixas oferecem um entretenimento que consiste em conversas, flerte, bebidas, jogos tradicionais, espetáculos musicais, canto e dança. As Gueixas moram em um Okiya, uma espécie de pensão que oferece todo tratamento especial a elas durante o período do seu nenki (contrato ou carreira como uma gueixa).

Para o público em geral, o melhor lugar para ver as “Geishas e Maiko (aprendiz de gueixa)” é nas ruas do bairro Gion.

 http://from_black_to_white.blogs.sapo.pt/8643.html

http://asiandivision.com.br/desmistificando-conheca-as-verdades-sobre-a-geisha/

 

 

 

 

 

13/06/2016 – 2ª feira

Antes de voltarmos para o hotel, ainda em Gion, paramos para jantar num restaurante de nome não identificado.

Um lugar simpático. Para mim, a comida nem tanto. Ainda bem que deu para sentar. Quem pediu primeiro, conseguiu uma cadeirinha, o que tornou aquele momento mais confortável.

Quando o jantar não era buffet, quase sempre tinha um fogareiro, uma espécie de caldeirão ou grelha e ali mesmo a comida era feita. Não mudava muita coisa porque o sabor de peixe predominava. Continuo dizendo que deveríamos adotar esse sistema no Brasil. É só levar tudo cru para a mesa e cada um se vira como pode ou quer. Fácil, não é?

Após o jantar, fomos para o hotel para descansar.

14/06/2016 – terça-feira

Depois da visita ao Templo Kinkaku-ji, fomos a um lugar especializado em aluguel de roupas.

Lá, iniciamos nossa caracterização de gueixa e de samurai.

Assim que pagamos o valor do aluguel, homens e mulheres se separaram. No local feminino, primeiro cada uma de nós escolheu a roupa. Tínhamos à nossa disposição uma gama imensa de opções. Em seguida, foi a vez do cinto e depois da bolsa.

Roupa escolhida, fomos para um cômodo com vários espelhos. Começou a nossa caracterização. Uma camisola branca, seguida de uma espécie de espartilho amarrado por baixo e, por cima, a roupa, muito comprida, que foi sendo ajustada e moldada de acordo com o corpo de cada uma, pelo cinto que escolhemos. Ele é uma faixa de tecido que é colocado na cintura e depois trabalhado nas costas, em forma de laço, como foi o nosso caso ou de muitas outras formas, de acordo com o tipo de roupa ou ocasião, imagino.

Só sei dizer, com certeza, que não é nada fácil colocar Kimono. Diria até que parece impossível fazer isso sozinha.

Na saída, escolhemos o chinelo e fomos para a rua, devidamente paramentados.

Vale registrar que nossa caracterização foi parcial. A total ficava muito cara, além de a produção ser muito demorada.

Como a ideia era diversão, o que fizemos bastou para isso.

Que orgulho! Nosso dia de gueixa e de samurai!

14/06/2016 – terça-feira

Nossa parada para almoçar nesse dia foi num hotel. A caminho do restaurante, passamos por uma grande loja. Tivemos um tempinho para olhar e quase ninguém se animou a fazer comprinhas. Para nós, o preço não é nada convidativo.

Nosso almoço nesse local foi seguido por um desfile de gueixas. Lindas! Perto delas, vimos que não estávamos fazendo feio. Aliás, fizemos o maior sucesso por onde passávamos.

14/06/2016 – terça-feira

Ainda como gueixas, fomos ao santuário xintoísta Heian Jingu.

Ele foi construído em 1895 para comemorar o 1100° aniversário da fundação de Heian-Kyo, o antigo nome de Kyoto.

O santuário Heian possui um dos maiores Torii (portão que antecede o portão principal) do Japão.

Antes de entrar no santuário, do lado esquerdo do Ote-mon, que é a porta de entrada, precisamos fazer o ritual de purificação, lavando as mãos e a boca com água e, à direita do Ote-mon, tem a oferenda de barris de saquês.

No centro fica Daigoku-den ou Palácio da Câmara do Estado. Os edifícios do santuário Heian, com suas cores laranja, verde e branca pretendem ser réplicas do antigo Palácio Imperial de Kyoto (destruído em 1227), sendo o seu tamanho dois terços menor que o tamanho do original.

Atrás do Daigoku-den encontra-se o Honden, onde, segundo a lenda, habitam os espíritos dos imperadores Kammu e Komei. 

Kammu (737-806) fundou Kyoto em 794 e Komei (1831-1866) foi o último imperador a viver o seu reinado em Kyoto, antes de a capital mudar para Tokyo. Ao contrário de outros elementos do complexo, o Honden não é pintado.

O Santuário Heian está rodeado por uma série de jardins que ocupam, aproximadamente, 33.000 metros quadrados. Eles são projetos representativos da Era  Meiji e estão divididos em quatro seções – norte, sul, leste e oeste. Os jardins são diferentes para garantir que o santuário tenha um cenário que muda de acordo com as estações do ano. A época mais popular, sem dúvida, é a primavera, época em que as cerejeiras estão floridas.

Heian é  o tipo do lugar calmo que pode mudar de status, se observarmos a placa com advertências em japonês e inglês. Pelo jeito, há ocorrências de terremoto lá, conforme orientação dada a quem visita. Nós não sentimos nenhum abalo sísmico. Ainda bem!

Interessante notar que há algumas árvores em frente do Daigoku-den com Omikuji (papéis da sorte) amarrados. Os papéis brancos fazem com que as árvores se assemelhem às cerejeiras em flor. Será que é na primavera que os desejos se realizam? 

http://www.japanvisitor.com/japan-temples-shrines/heian-shrine#ixzz4F4NHLEuH