Posts com Tag ‘Hokkaido’

06/06/2016 – segunda-feira

Para ter uma visão geral da cidade, nada como subir em algum lugar. Da Torre do Observatório de Goryokaku pudemos ver o forte Goryokaku, que foi construído em 1866, em estilo europeu, que possui a forma de uma estrela de cinco pontas. O escritório do magistrado de Hakodate fica no seu interior. O parque de Goryokaku, onde ele fica, é famoso pelo período da florada das cerejeiras.

http://www.hakodate.travel/en/things-to-do/top7/goryokaku

 

 

Na sequência, fomos para um dos principais pontos turísticos de Hakodate, o Monte Hakodate. De lá, é possível ver a topografia única da cidade. É uma paisagem linda durante o dia, deslumbrante durante o pôr-do-sol e magnífica à noite. Impossível escolher uma delas. Dá vontade de ficar por lá, curtindo cada momento, como se fosse único. Na verdade, foi único porque, mesmo que eu volte, já será de outra forma.

Terminamos o dia vislumbrando aquela paisagem maravilhosa. Dali, fomos direto para o hotel para o hotel, sem maiores registros.

 

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10/06/2016 – sexta-feira

Para ver os Grous, fomos ao Kushiroshi Tanchozuru Natural Park, um santuário de animais selvagens, que fica em Kushiro, a maior cidade do leste de Hokkaido.

O Grou japonês é uma espécie de ave que possui uma coroa vermelha na cabeça. Existem mais de 15 espécies de grous que habitam o planeta. O mais majestoso, porém, é o Grou japonês (Grus japonensis), comum no leste asiático. Ele pode chegar a cinco metros de altura e mais de seis metros de envergadura.

Também chamados de Tsurus, os Grous estavam em extinção e a preservação da sua espécie se deve a um japonês – Ioshitaka Ito (1919 – 2000), que foi o primeiro a se preocupar com eles, já que no inverno os Grous dependem da ação do homem para sobreviver.

A presença deles torna o ecossistema saudável. Assim, proteger os Grous é uma forma de as pessoas conviverem em harmonia com a natureza. Hoje, há cerca de 1.500 Grous japoneses, embora haja uma lenda a respeito dos 1.000 Tsurus (Grous).

Considerado tesouro nacional, o Grou é um dos símbolos mais tradicionais do Japão, tanto é que a nota de 1.000 yen possui sua imagem estampada no verso. Os japoneses acreditam que o Grou é uma ave sagrada, que simboliza paz e vida longa. Acreditam, também, que ele simboliza o amor conjugal e a fidelidade porque um casal de Grous só é separado pela morte.

Nos casamentos, é costume os amigos e parentes se juntarem para dobrar mil origamis de Tsurus dourados (dobradura do Grou) para dar sorte, fortuna e vida longa para o casal. Também é comum ver noivas vestidas de Uchikake, quimono japonês, com belas imagens de Grou bordadas.

https://www.youtube.com/watch?v=lf2cwoEaU_w

https://www.youtube.com/watch?v=Ijgwuexc8Zs

http://www.japaoemfoco.com/o-simbolismo-do-grou-no-japao/

10/06/2016 – sexta-feira

A segunda raridade que conhecemos fica no Akan National Park.

Marimo! Sim, uma rara espécie de alga que possui a forma de uma bola. Ela foi designada como “National Special Natural Monument”.

Para conhecer essa alga, há um cruzeiro de uma hora de duração, pelo Lago Akan, que parte de Akankohan e inclui uma parada no Marimo Exhibition Center.

Durante o percurso, é passado um vídeo que conta a história do Marimo.

Já no Centro de Exibição, vimos essa maravilha de bola verde de todos os tamanhos. Parece que foram moldadas por máquinas ou pela mão do homem. Muito interessante!

Durante a navegação, observamos duas montanhas que embelezam o cenário do lago Akan. Quando as condições permitem, é possível fazer caminhadas até elas – Oakan (montanha masculina) e Meakan (montanha feminina), uma vez que ainda são vulcões que emitem sinais de vida, principalmente Meakan. Suas erupções formaram a paisagem ao redor do Lago Akan.

Histórias!!!

Há muitas sobre Marimos!

O Marimo é uma forma rara de crescimento de algas. Oficialmente, Aegagropila linnaei, conhecido como Marimo, quer dizer literalmente “alga bola”, em japonês e, como bola de Cladophora, bola do lago, ou “musgo bola” em Inglês, é uma espécie de alga verde filamentosa ( Chlorophyta ) que pode ser encontrada em uma série de lagos no hemisfério norte. Só se conhece colônias de tais bolas em lagos da Islândia, Escócia, Japão e Estônia.

Elas foram descobertas em 1978, mas diminuíram consideravelmente em tamanho desde então. A forma redonda do Marimo é mantida pela ação suave da ondulação, que ocasionalmente tende a girá-lo. As bolas são verdes durante todo o tempo, o que garante que elas podem fazer fotossíntese, não importa que lado esteja virado para cima.

A taxa de crescimento de um Marimo é de cerca de 5 milímetros por ano! No Lago Akan, os Marimos crescem até 20-30 cm.

O outro lado da história!

O que pode ser visto como uma simples bola de alga é hoje considerado um Tesouro Nacional no Japão.

De acordo com o folclore japonês, Marimo significa amor. Reza a lenda que ele foi “gerado” pelo espírito de uma garota que fugiu com a pessoa que amava loucamente porque seu pai não aprovava a união.

Por causa disso, Marimo é conhecido como a planta do amor e, segundo a crença popular, consegue reconhecer o verdadeiro amor e ajuda a restabelecer um relacionamento.

Por isso, é costume dar um Marimo à pessoa quando se deseja passar o resto da vida com ela.

Ele pode sobreviver até 100 anos. O Marimo, claro!!!! Já o amor….

https://www.mossball.com/content/feng-shui-marimo-balls.html

http://www.japan-guide.com/e/e6801.html

http://www.mundogump.com.br/marimo-coisa-de-estimacao-mais-estranha-mundo/

10/06/2016 – sexta-feira

No hotel, antes do jantar, homens e mulheres se vestiram a caráter para o banho em um Onsen.

Claro que tínhamos que registrar esse momento. O da entrada, claro! O do banho, impossível. Homens e mulheres ficam em dependências separadas e não é permitido fotografar lá dentro, uma vez que não se usa roupa durante o banho.

O jantar foi no próprio hotel. Sistema de buffet sempre agrada e esse não foi diferente.

Sem comemorações, mas celebrando a vida e as oportunidades com os amigos, o aniversário no Japão terminou. No Brasil, ainda tive mais 12 horas de cumprimentos das pessoas queridas que se lembraram de mim nesse dia.

Só posso agradecer a Deus e a todos os meus amigos. Que dia especial!

11/06/2016 – sábado

Continuando nosso passeio, fomos para Abashiri, uma cidade japonesa localizada a nordeste de Hokkaido, na subprovíncia de Abashiri, um importante porto e terminal ferroviário local.

A cidade sobrevive da pesca, da agricultura e do turismo. Inúmeros produtos marinhos advindos do mar de Okhotsk e a variedade de produtos cultivados na agricultura, aliados à paisagem natural da região, fazem de Abashiri um lugar muito visitado.

A Ásia, de um modo geral, nos oferece um leque de atrações que só podem ser vistas num determinado lugar.

Abashiri é um desses lugares. Seus lagos, sua paisagem e, principalmente, o movimento do gelo nas suas praias durante o inverno atraem muita gente. Para quem visita Abashiri durante o verão, O Museu do Gelo reproduz as condições naturais que são vistas no inverno. Um espetáculo à parte.

O Gelo flutuante é um fenômeno natural que ocorre na região do Mar de Okhotsk, durante o inverno. Nesse mesmo período, uma espécie de borboleta, conhecida como “anjo do gelo flutuante”, pode ser vista e a natureza produz ruídos que possuem determinadas particularidades.

Para conhecer esses fenômenos, só indo para lá no inverno ou passando pelo Museu Okhotsk Ryu-hyo (gelo flutuante). A segunda, foi a nossa opção.

No museu, vimos a representação do gelo flutuante do mar de Okhotski. O Museu simula o gelo flutuante numa sala que está a uma temperatura de -15°C. Ali, vivemos uma experiência chamada “Experiência Shibare” na qual uma toalha úmida pode ser congelada apenas pela ação do vento gelado.

Além dela, conhecemos o processo de Taxidermia, um método tradicional de montar e preservar animais vertebrados para exibição e conhecemos aquela espécie de borboleta-do-mar, que é conhecida como “anjo do gelo flutuante”.

O museu é um lugar que dá, a pessoas de todas as idades, a oportunidade de aprenderem sobre o Mar de Okhotsk, enquanto se divertem.

Além de observarmos os blocos de gelo, temos a possibilidade de ouvir os sons do mar e de conhecer a vida no inverno. Uma experiência intensa para quem prefere assistir ao espetáculo sentado em uma poltrona. Para nós, que não estamos acostumados com um inverno tão rigoroso, acredito que foi a melhor opção.

Há, também, uma plataforma de observação, ao lado museu, de onde temos uma visão perfeita da Península Shiren, das Montanhas Akan e do Mar de Okhotsk.

http://ikidane-nippon.com/interest/387410/

http://www.ryuhyokan.com/

11/06/2016 – sábado

Durante quase um século, a cidade de Abashiri foi o local da prisão mais temida do Japão porque representava a punição mais severa dos juízes.

Na primavera de 1880, um primeiro lote de prisioneiros foi despachado para a vila dos pescadores. O trabalho era duro e os guardas, rigorosos, não toleravam infrações.

Como era uma terra que tinha que ser rapidamente desenvolvida, os prisioneiros, todos do Japão, tiveram a primeira tarefa de construir uma estrada que liga Abashiri a um posto avançado, já desenvolvido, perto de Asahikawa, no centro de Hokkaido.

De acordo com registros, o trabalho foi extremamente difícil, pois tudo tinha que ser feito à mão. A comida era escassa, os acidentes muito comuns e cada prisioneiro tinha uma bola de ferro pesado, acorrentado a um pé, que impedia a fuga para o deserto. Trabalhando sob o frio extremo do inverno de Hokkaido, eles construíram a estrada em tempo recorde.

Hoje, a prisão passou a ser um museu.

Dizem que é uma forma de homenagear os antigos presidiários. Tenho minhas dúvidas. Na verdade, o que vimos foi a representação cruel de como viveram e trabalharam no período.

Um filme dramático nos mostra isso e a abundância de imagens nos dá pormenores de como foi a vida no presídio. Além disso, há possibilidade de simular o sofrimento pelo qual passavam, já que uma bola de ferro com cadeados fica disponível para o turista colocar na perna e tentar andar alguns passos. Uma experiência para um minuto ou dois, não para andar um dia inteiro construindo estradas.

Não nos cabe fazer nenhum tipo de julgamento. Fica, aqui, só o registro da história.

Nesse dia, nosso hotel – Art Hotel Asahikawa – serviu apenas para jantarmos e dormirmos. Nenhum registro.

http://www.kangoku.jp/

12/06/2016 – domingo

No caminho para Sapporo, paramos para conhecer o Snow Crystal Museum, um lugar belíssimo por dentro.

O Museu Cristal de Asahikawa é pequeno e inteiramente dedicado a flocos de neve. Ele fica num castelo europeu e pertence à Vila de Arte Tradicional e Artesanato de Hokkaido.

A vila localiza-se num monte com vista para Asahikawa, na parte central de Hokkaido.

A história do museu começa em 1970, quando foi iniciada a sua construção. Em 1980 ficou pronto o edifício principal – Yukaraorikogeikan e, a seguir, em 1986, foi criado o Museu Internacional de Têxteis. Por fim, em 1991, terminaram o “Museu Crystal” .

No Yukaraorikogeikan, que funciona como centro da vila, está exposta a técnica têxtil de Hokkaido, “yukaryori”, que utiliza lã crua. Todos os processos, inclusive a tecelagem, são feitos manualmente. Os desenhos têm o tema da “beleza da natureza de Hokkaido” e usam entre 200 e 300 cores, através de técnicas avançadas como pintura a óleo.

No Museu Internacional de Têxteis, são exibidos cerca de 200 têxteis do Japão e de todo o mundo. Existem explicações detalhadas para cada peça, dizendo de onde veio e qual a história por trás dela.

Peças à venda dão a noção exata do valor de cada obra prima: uma fortuna!

Já no museu de neve, para mim a parte mais interessante, existem vários ambientes. Iniciamos nossa visita por uma escadaria em espiral, 18m abaixo da terra e depois passamos pelo  “corredor do gelo”. Na cave, é reproduzido um mundo de -15 graus através de um único vidro. Lá é possível ver cristais de gelo ao microscópio e em vídeo e aprender tudo sobre a neve.

Uma janela de vidro azul, do chão até o teto, reproduz cerca de 200 pinturas formadas por cristais de neve. Uma maravilha!

Ainda no Crystal Museu, há uma sala chamada “Music Hall” ornamentada por uma belíssima pintura a óleo, sobre neve, em todo o seu teto. Ela é usada para concertos, casamentos etc.

No seu entorno, há uma sala onde são realizados banquetes, conferências e outras coisas do gênero e uma loja de souvenir, claro! Sempre há uma nos museus. Além de souvenir, é possível comprar ou alugar roupas de época.

Festa de surpresa por ali não pega ninguém desprevenido. Dá para resolver na hora e não fazer feio!

https://www.youtube.com/watch?v=SoRoIl9z0pM

http://www.yukaraori.com/

https://www.youtube.com/watch?v=Jh2ksenOhec