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17/06/2016 – sexta-feira

De malas prontas, saímos do hotel com a bagagem. No final do dia iríamos direto para o aeroporto.

Nosso destino foi um misto de shopping com atrações diversas. A principal? Abeno Harukas, um exemplo de um espaço urbano multifuncional no céu. Que lugar!

Harukas é uma velha expressão japonesa que significa “para iluminar, para esclarecer”  Como seu homônimo sugere, Abeno Harukas encarna o “exhilation” de forma clara, porque se pode ter uma visão completa de Osaka a partir de seu último andar – 300 metros no ar.

Com suas instalações e serviços, o complexo onde ele fica oferece um ambiente luminoso e confortável aos visitantes, com o intuito de responder a todas as necessidades, prometendo a cada visitante um momento de relaxamento.

No Harukas, as opções de restaurantes são ilimitadas, tanto de comida japonesa como internacional. A proposta de transparência do edifício está presente inclusive nos restaurantes, onde os alimentos são preparados em cozinhas que mais parecem uma vitrine, com efeitos especiais.

A uns 100 metros do nível do solo, ele localiza-se no centro financeiro de Osaka, na zona 21 Minato Mirai, uma área urbana que tem sido desenvolvida desde os anos oitenta.

Com um total de 60 andares e uma altura de 300 metros, é o edifício mais alto de todo o Japão, ultrapassando em apenas quatro metros o edifício Randomāku de Yokohama.

O Abeno Harukas tem um centro comercial que ocupa desde o piso da cave -2 até ao 14º piso. Nele, encontramos lojas de acessórios, perfumes, alimentação, mobiliário e outros artigos, a um preço razoável para os padrões deles. Para nós, nem tanto. No 16º piso encontra-se o Abeno Harukas Museum, que organiza exposições de arte ocidental contemporânea. As exposições são temporárias e variam segundo a época.

Entre os pisos 58 e 60, o Abeno Harukas possui um miradouro chamado “Harukas 300”. Trata-se de uma estrutura aberta ao ar livre com jardins e um café-bar onde se pode tomar algo e, se o tempo estiver bom, é possível ver uma paisagem espetacular da cidade de Osaka.

Foi essa a nossa última visão de Osaka e do Japão. Dali fomos para o aeroporto. Fim de férias para alguns e despedida do Japão para todos.

Sempre que viajo, penso que pode ser a minha última vez naquele lugar. E é com esses olhos que me despedi do Japão, já com uma pitadinha de saudade.

Não sei se voltarei. Acho que agora tive uma visão geral do seu povo e da sua cultura. No entanto, não descarto nenhuma possibilidade. Afinal….. Hiroshima…. Nagasaki…. ainda não foram vistas.

O que sei, nesse momento, é que valeu a pena ter ido. Poderia ter sido melhor? Será? Não sei. Cada momento foi muito bem aproveitado e único.

No papel e nos registros ficam as palavras, o que vimos e que todos podem ver. No coração e na mente ficam as lembranças e os sentimentos que, com certeza, estarão guardados para sempre.

Iniciar a volta para casa não é motivo de tristeza porque sabemos que é só mais uma etapa.

Não aprendi japonês nem passei a gostar de comida japonesa. Não passei fome nem deixei de entender sempre que precisei me comunicar.

Então… o que posso dizer, além de agradecer a Deus por mais essa oportunidade?

Acho que pode ser aquela palavrinha escrita nas faixas em cada despedida e que pode significar “Adeus” ou “Até à vista”. Por que não pensar que pode ser essa última?

Sayonara!

“Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.” Abraham Lincoln

“Eu construo a minha!” Regina Eid

http://www.japan-guide.com/e/e4026.html