Férias 2016 – Japão – Religião

Publicado: 7 de novembro de 2016 em Viagens

Religião

Religião, crenças e costumes nos ajudam a compreender o que é a identidade cultural de um país.

No Japão, a religião é muito forte e conhecê-la um pouco nos ajuda a entender a representação de cada templo ou santuário.

Evidentemente, em tão poucos dias não iríamos nos aprofundar muito nem tivemos tempo para conhecer todos. No entanto, somado àquilo que já sabíamos, deu para conhecer um pouquinho sobre cada lugar por onde passamos, para tentar compreender o que significam para o povo.

A seguir, um pouco das muitas informações que existem na internet.

Templos e seus significados

Falar sobre os templos não é uma missão muito fácil. As principais religiões no Japão são o xintoísmo, o budismo e o cristianismo.

Assim, em muitos deles podemos seguir as tradições locais e exercitar nossa fé por meio de orações, pedidos e ações.

Diferenças entre Templos e Santuários Japoneses

O budismo e xintoísmo são as duas religiões mais proeminentes no Japão e o mais interessante é a forma como essas duas religiões se fundem na cultura japonesa. Por causa disso, temos um pouco de dificuldade de diferenciar uma da outra.

Um Templo Budista no Japão é chamado de Otera, enquanto que um Santuário Xintoísta é chamado no Japão de Jinja .

Como praticar o “Omairi”, nome dado ao ritual de oração realizado nos templos e santuários, é também um pouco diferente um do outro.

Xintoísmo

O xintoísmo caracteriza-se pelo culto à natureza, aos ancestrais e, pelo seu politeísmo, com uma forte ênfase na pureza espiritual. Tem, como uma de suas práticas, honrar e celebrar a existência de Kami, que pode ser definido como “espírito”, “essência” ou “divindade”, geralmente associado a elementos naturais como montanhas, rios, rochas, vento etc.

Shinto é a única religião (ou prática espiritual) que pode ser considerada genuinamente japonesa e significa “Caminho dos deuses”. Em sua concepção, tudo no universo é divino, interligado e interdependente. Assim, não só os seres vivos, mas todos os elementos, visíveis e invisíveis da natureza, coexistem em harmonia, pois teriam se originado da mesma fonte.

Características de um Santuário Xintoísta

Normalmente, um Santuário, ou seja, “Jinja”, tem um torii na entrada, aquele portal de madeira, na maioria das vezes pintado de vermelho. Ele indica que a área dentro do portal é um espaço sagrado. Outra característica é que o nome de cada santuário é acompanhado pela palavra Jinja.

Quando se trata de um Santuário ligado à Família Imperial Japonesa, o nome é acompanhado por Jingu, ao invés de Jinja. Como exemplo, podemos citar os Santuários Yashiro, Miya, Hokura, Taisha, entre outros.

Muitos templos xintoístas são ornamentados com o Shimenawa, cordas de palha de arroz trançadas, enfeitadas com dobraduras de papel em forma de raio (shidê). E, como a Natureza exerce um papel fundamental no xintoísmo, os santuários shinto são rodeados por muitas árvores (Jinja no mori).

Rituais Xintoístas

O caminho entre o Torii e o Santuário é chamado de Sando (caminho de aproximação). Segundo a crença Shinto, esse percurso serve para relaxar e acalmar a mente dos visitantes. Chegando ao Santuário, vemos um Temizu-sha (fonte de purificação). É uma espécie de casinha com telhado que, embaixo, tem uma bacia de pedra com água e conchas de metal com cabo de madeira.

Ali, podemos fazer um ritual de purificação para limpar nosso espírito das coisas mundanas, que consiste em lavar as mãos com a ajuda das conchas da fonte e colocar um pouco de água nas mãos para enxaguar a boca. Não se pode beber a água nem levar a concha até a boca. A água serve apenas para nos livrar das impurezas.

Ao visitar um santuário xintoísta, é importante conhecer como proceder nesse local tão sagrado para os japoneses. Além disso, esse conhecimento enriquecerá ainda mais a experiência nesses locais.

Após praticar o ritual Temizu, devemos nos dirigir ao altar do santuário principal, o Shaden. É neste local que será realizado o Omairi, uma espécie de culto religioso ou ritual de respeito por estar em um lugar sagrado. Em frente ao altar, tocamos o sino, ofertamos moedas, fazemos reverência e uma oração pedindo proteção e sorte na nossa caminhada.

http://www.japan-guide.com/e/e2059.html

Budismo

O budismo nasceu na Índia, um país tradicionalmente hindu. Seu fundador se chamava Sidarta Gautama, conhecido como Buda.

Buda não é um nome, mas um título. Quer dizer simplesmente “o iluminado”, aquele que alcançou a iluminação.

Buda pregou sua doutrina na Índia durante 45 anos. Só mais tarde o budismo chegou a países como China, Japão, Tailândia, Coreia e outras regiões da Ásia.

O budismo não possui deuses e é uma das religiões com maior número de adeptos no mundo, atrás somente do cristianismo, islamismo e hinduísmo.

Os budistas pregam que o ser humano está condenado a reencarnar repetidamente e a passar pelas dores e sofrimentos do mundo material. O que ele faz nessa vida pode refletir nas suas sucessivas vidas futuras. É o chamado carma.

Os budistas pregam que os maus podem voltar para a Terra na aparência de um vegetal ou animal inferior. Os bons retornam melhores, em escalas mais elevadas da evolução.

Acredita-se que Buda tenha nascido 547 vezes, antes de atingir a chamada iluminação.

Na concepção do budismo, os bens materiais e os prazeres da carne podem afastar o ser humano do caminho da iluminação.

Existe uma simpatia (por sinal, muito difundida no Brasil) que é mais ou menos assim: ponha a imagem de Buda – ou de uma divindade budista – em um pires e de costas para a porta. Deposite algumas moedas no pires e aguarde o Buda atrair a boa sorte e a fortuna.

Características de um Templo Budista

 Se o Torii é considerado um dos maiores símbolos de um Santuário Xintoísta, podemos dizer que o “Pagode” é um dos maiores símbolos de um “Otera” (Templo Budista). Pagode é aquela estrutura oriental semelhante a uma torre de vários níveis e que fica sempre próximo dos grandes templos budistas.

Embora não tenha o Torii, a maioria dos templos budistas tem também seus portões de entrada. Cada um deles tem um nome, seguido do sufixo “mon”. No caso do templo budista Sensoji, por exemplo, o seu belo e suntuoso portão chama-se Kaminari-mon.

Uma das características dos templos está no seu nome que sempre é acompanhado pelo sufixo “dera” (Ex: Templo Kiyomizu-dera) ou “ji” (Ex: Templo Todai-ji). Ao contrário dos santuários que cultuam vários deuses, os templos budistas estão centrados em torno do Buda ou Hotokesama, como ele também é chamado.

Outra característica marcante de alguns templos budistas são os detalhes decorados em ouro e o Manji, um símbolo da suástica budista.

Rituais Budistas

Sempre que for entrar em um templo, deve-se tirar os sapatos. O ritual de oração em um templo budista japonês é realizado de maneira mais discreta. Normalmente o visitante acende um osenko (incenso) em um incensário, faz a oração e depois apaga as chamas abanando com as mãos.

Dizem, ainda, que a fumaça criada pela queima do incenso tem propriedades curativas. Por essa razão, é comum vermos pessoas com algum problema de saúde ou com algum tipo de dor, abanar a fumaça de modo que ela se aproxime da região afetada pela dor ou pelo problema de saúde.

http://www.japan-guide.com/e/e2058.html

http://www.maiscuriosidade.com.br/12-informacoes-curiosas-sobre-o-budismo/ http://www.japaoemfoco.com/temizu-e-omairi-rituais-realizados-nos-santuarios-xintoistas/

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