Pingyao

Publicado: 9 de julho de 2010 em Viagens

Acordamos em Pingyao. Um misto de surpresa e decepção no café da manhã. Faltaram algumas coisinhas básicas, na minha opinião. Aquela velha história de agradar gregos e troianos. Estava ótimo para quem consegue almoçar logo que acorda. Melhor do que o jantar de ontem. Às 7h20 saímos do hotel e da cidade antiga e fomos até a entrada dela, para conhecer um pouco da sua história. A cidade antiga é cercada por um muralha que, segundo o guia, tem mais de 700 anos e servia para proteger a população dos ataques dos inimigos do norte. Dentro dos muros há uma vida que, aos nossos olhos parece miserável. Não são sem teto. São pessoas que parecem sobreviver com casa, comida e nenhum glamour aparente. Equivale à vida simples do interior que conhecemos. Antes de circundar a muralha, passamos na feirinha do lado de fora e almoçamos dentro. Aqui é muito comum todos sentarem ao redor de uma mesa redonda e é servido um banquete – pratos variados que são colocados no centro da mesa, que roda, para cada um se servir de tudo que é oferecido. Come-se num pratinho do tamanho de um pires. O correto é usar hashi, difícil é dialogar com eles. Prefiro quando quebram o nosso galho e nos oferecem garfo. Faca é mais difícil de conseguir até porque não faz muito sentido – nem tem como apoiá-la – e a comida já vem toda fatiada. Há também a cumbuca para a sopa e a canequinha do chá, integrantes de todas as refeições. Cada um tem direito a um copo de bebida (normalmente cerveja resfriada e coca sem gelo). É uma cerimônia que pode ser de melhor ou pior qualidade e isso deve depender do que é combinado antes. De modo geral, o banquete acontece numa sala reservada.

Antes do almoço também conhecemos o primeiro banco da China e logo depois dele fomos às compras – três coisas tradicionais aqui: sapato de pano, laca e travesseiro com furinhos, recheado de ervas.

Como tudo depende de intensa negociação, não comprei caixinhas de laca nem travesseiro. Só o sapatinho de pano por 30y, antes 45, e algumas lembranças. O grupo todo também aproveitou para fazer umas comprinhas.

De volta ao ônibus, pegamos a estrada com destino ao aeroporto de Tai Yan. No caminho, paramos para conhecer o Templo Jin Ci. Como estava chovendo, eu não fui.

Dali fomos para o aeroporto e embarcamos para Xian. Depois de 1h15, fomos recebidos pela guia local, Glória, que nos levou para jantar uma comida deliciosa. Terminei a noite lavando roupa suja, literalmente. Dá para secar porque aqui ficaremos duas noites.

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